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    Made in Italy

    O termo “Made in Italy” é conhecido por ser sinônimo de qualidade, senso de estilo e autenticidade. A Itália tem uma longa tradição na produção de roupas, acessórios e têxteis que, ainda hoje, são internacionalmente reconhecidos e apreciados pela sua técnica. O setor de moda se mantém como um dos maiores do país. A Federação Italiana de Moda conta com 67 mil empresas e 580 mil trabalhadores, totalizando 88 bilhões de euros em volume anual de negócios.

     

    Desde o século XII, cidades como Roma, Veneza e Florença já eram conhecidas pelas suas produções de jóias, tecidos de luxo e calçados, respectivamente. Além disso, com o nascimento de movimentos como o Renascimento, o país sempre teve uma íntima relação com a estética. Já no início do século XIX, a exportação de calçados e pequenos bens em couro, como bolsas, malas, carteiras e cintos, mantiveram o status da Itália como um expoente de qualidade e bom gosto. 

     

    Entretanto, o país que sempre ditou a moda mundial foi a França. O momento de virada foi no pós Segunda Guerra. Os consumidores mundiais de alta costura começaram a comprar também dos designers estadunidenses que cresceram durante os anos de recessão na Europa. O mundo da moda então se dividiu entre o estilo esportivo e casual das lojas de departamento americanas, cuja produção se dava de maneira massificada, e a refinada e estruturada elegância do feito sob medida parisiense. Os designers franceses como Christian Dior perceberam a oportunidade de se inserir nas lojas de departamento americanas. O seu grande erro foi seguir vendendo roupas que eram feitas na lógica de alta costura, porém vendidas como ready-to-wear. Foram os designers italianos que entenderam a necessidade por peças mais acessíveis e confortáveis, porém ainda refinadas e de qualidade.

    fonte: Pitti Imagine

     

    Foi assim que no ano 1951 o empresário Giovanni Battista Giorgini decidiu fazer o primeiro fashion show comercial de moda italiana. O evento foi o início da famosa feira Pitti Imagine, que acontece até hoje em Florença. Estilistas como Roberto Capucci, Emilio Pucci e Emilio Schuberth apresentaram as suas coleções na sala branca do Palazzo Pitti para representantes de lojas de departamento do mundo todo, dentre elas Saks Fifth Avenue e Bergorf Goodman, que instantaneamente compraram as coleções, levando a moda italiana aos Estados Unidos e iniciando sua era de sucesso. 

     

    Junto aos movimentos iniciados dentro da indústria da moda, os anos 50 foram também o momento de crescimento do cinema italiano. O filme Dolce Vita (1960) de Federico Fellini foi um dos grandes potencializadores da glamourização e propagação do estilo de vida italiano e, consequentemente, da moda. Nesse momento, a atenção de Hollywood se voltou para a Itália. Era comum encontrar Elizabeth Taylor ou Audrey Hepburn passeando pelas ruas de Roma e Florença, porém com menos foco na arte e mais em visitar as boutiques e ateliers de marcas como Gucci e Roberto Capucci. Salvatore Ferragamo, famoso pelos seus calçados, possuía inclusive moldes em madeira com o formato dos pés de cada uma de suas clientes famosas como Rita Hayworth, Sophia Loren, Greta Garbo e a Duquesa de Windsor.

    fonte: Harpers Bazaar México

     

    Durante os anos 50 e 60 a economia italiana teve um crescimento notável, muito levado pela indústria da moda e de têxteis, porém o termo “Made in Italy” viria a ser criado apenas nos anos 70. Com o crescimento da produção em massa, a capital da moda italiana deixa de ser Florença e se torna Milão. O “Made in Italy” surge então como uma campanha de marketing para celebrar a cidade como um pólo de bens de luxo: cinema, arte, culinária, turismo, design e moda. O termo se popularizou e segue sendo uma marca de estilo até os dias de hoje. 

     

    A moda italiana auxiliou a ditar as tendências em todas as décadas desde a Segunda Guerra Mundial. Nos anos 50 e 60 com as estampas psicodélicas de Emilio Pucci e as impressionantes estruturas de Roberto Capucci, nos anos 70 com os zig zags da Missoni, os blazers desestruturados da Armani nos anos 80 e o glamour da Versace e da Gucci por Tom Ford dos anos 90. Ainda hoje, nos anos 2020, a moda italiana se mantém relevante através de nomes como Pierpaolo Piccioli na Versace, Alessandro Michele na Gucci e ainda Raf Simons e Miuccia Prada na marca homônima.

     

    Na Yuool, uma das nossas principais matérias prima é a lã Merino, fiada e tecida na cidade de Biella, no norte da Itália. Nosso fornecedor é um dos mais antigos da região, além de fabricar lã para algumas das marcas de luxo mais notáveis do mundo. Nós escolhemos este produtor e este material a dedo por estarem alinhados aos nossos valores de qualidade, elegância e atemporalidade.